Durante o Unreal Fest de 2025, em Seul, Tim Sweeney, CEO da Epic Games, reconheceu que os problemas de desempenho observados em jogos feitos na Unreal Engine 5 não são falha do motor gráfico, mas sim consequência de um fluxo de desenvolvimento que deixa a otimização para o fim.
Segundo Sweeney, muitos estúdios concentram seus esforços primários em entregar um produto visualmente impressionante para PCs e consoles top de linha, e só então — já nas etapas finais — tentam adaptar os jogos para configurações mais modestas. Essa abordagem coloca a estabilidade e framerate em segundo plano, criando dificuldades para rodar bem em hardware fraco.
Para contornar isso, a Epic está implementando duas frentes de solução: aprimorar o suporte do motor com otimização automatizada, acelerando o trabalho dos desenvolvedores; e educar as equipes, reforçando que “otimizar cedo” deve ser o padrão de produção. Em casos específicos, engenheiros da Epic poderão até mesmo intervir diretamente nos processos de otimização.

Sweeney também destacou que a complexidade dos jogos modernos exige colaboração entre desenvolvedores e o próprio motor, e que muitos dos recursos presentes na Unreal Engine — como Nanite e Lumen — foram refinados com base na experiência adquirida em jogos como Fortnite, para garantir melhor desempenho inclusive em máquinas menos potentes.
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