Você já parou para pensar por que jogamos jogos? Para alguns de nós, são uma forma de se conectar com outros, um modo de participar de uma comunidade unida ou simplesmente um tempo reservado para cuidar de nossas amizades. Outros usam jogos como uma forma de escapar da realidade, enquanto alguns apreciam a natureza competitiva e baseada em habilidades que eles oferecem. Mas e se eu lhe dissesse que existe uma razão ainda mais poderosa para jogar: experimentar sofrência?
Tony Arias-Howard, co-fundador da Black Tabby Games, concorda comigo quando diz que a sofrência é uma parte fundamental da experiência de jogo. ‘Estou apenas brincando’, admite, mas a verdade é que muitos de nós precisamos enfrentar desafios e superar obstáculos para realmente apreciar a recompensa. E é exatamente isso que os melhores jogos e histórias nos oferecem: um espaço seguro para experimentar emoções intensas e refletir sobre perdas, traumas e partes de nós mesmos que gostaríamos de ignorar.
Então, por que jogos e desenvolvedores de jogos hesitam em explorar a sofrência, sabendo que os prêmios podem ser enormes? A resposta pode estar na nossa tendência natural de fugir da dor e da incerteza. No entanto, é justamente essa capacidade de enfrentar a sofrência que nos permite crescer e aprender com nossas experiências. Jogos como os que exploram temas difíceis, como a perda ou a superação, têm o poder de nos tocar profundamente e nos inspirar a ser melhores.
Em resumo, a sofrência é uma parte fundamental da experiência de jogo e deve ser explorada de forma mais profunda. É hora de admitirmos que a dor e a incerteza são partes naturais da vida e que os jogos podem ser uma ferramenta poderosa para lidar com elas. Vamos deixar de lado a ideia de que os jogos devem ser agradáveis e fáceis, e em vez disso, vamos buscar experiências que nos desafiem e nos façam crescer.
📰 Fonte: GameSpot





