Imagine um mundo onde os games são produzidos quase que inteiramente por inteligência artificial. É um cenário que parece sair de uma história de ficção científica, mas que está cada vez mais perto de tornar-se uma realidade. Nos últimos tempos, temos visto muitos jogos que utilizam tecnologias de GenAI para simplificar processos criativos, mas é hora de dar destaque a um que se destaca pela sua ausência nesse cenário: Gundam: Rogue Orbit.
Durante o Summer Game Fest, a comunidade gamer ficou sabendo que vários desenvolvedores estavam implementando a GenAI em seus próximos projetos. Mas, o que surpreendeu a todos foi a confirmação de que Gundam: Rogue Orbit, o próximo capítulo da icônica série de mecha, foi produzido quase que inteiramente por humanos. Em uma entrevista com o GameSpot, os produtores Yuya Tomiyama e Shinya Satake deram uma resposta clara e concisa sobre a abordagem utilizada no desenvolvimento do jogo.
“Para este título, podemos dizer que não foi utilizada nenhuma GenAI”, afirmaram os produtores. É um contraste interessante com o que vimos recentemente com Crazy Taxi: World Tour, que foi metido a limpo por seu criador, Kenji Kanno, sobre o uso da GenAI em seu desenvolvimento. Enquanto isso, muitos jogos têm sido criticados por utilizar GenAI sem a devida consideração pelos direitos autorais dos criadores humanos, que veem a tecnologia como uma forma de plágio.
O uso da GenAI tem sido um tema controverso em todo o mundo, com alguns mercados, como o Asiático, tendo uma visão mais positiva sobre a tecnologia e outros, como o Ocidental, tendo uma visão mais crítica. Mas, em um mundo onde a criatividade humana é o que realmente importa, Gundam: Rogue Orbit é um exemplo inspirador de como podemos produzir jogos de alta qualidade sem recorrer a tecnologias que podem comprometer a essência da arte.
📰 Fonte: GameSpot





